
ALCOBAÇA – “A CIDADE DO AMOR”
A região de Alcobaça é caracterizada pelo seu vasto património histórico, com destaque para o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (Património Mundial da UNESCO – Faz de Alcobaça a “Cidade do Amor Eterno”, visto acolher os icónicos túmulos de D. Pedro e Inês de Castro) e pela sua rica doçaria conventual (onde se destacam coces regionais como: o Pão de Ló de Alfeizerão, as Cornucópias e as Brisas do Lis). A sua identidade única resulta da fusão harmoniosa entre o legado da Ordem de Cister, a história de amor de Pedro e Inês, bem como uma costa atlântica rica em praias (como a famosa baía de São Martinho do Porto), a forte tradição na produção agrícola e frutífera (como a famosa Maçã de Alcobaça), bem como alguma indústria Artesanato e Cerâmica [ex: Louça Azul de Alcobaça, Chita de Alcobaça (Têxtil), Seiras de Junco (Coz) e Cutelaria e Marroquinaria (Benedita)].
NAZARÉ – “TERRA DO CARAPAU SECO, MILAGRE E ONDAS GIGANTES”
A identidade única da Nazaré nasce da simbiose perfeita entre a força bruta da natureza, as tradições marítimas e uma forte herança rural. A vila é mundialmente famosa pelo Canhão da Nazaré, um desfiladeiro submarino que gera as maiores ondas surfáveis do planeta na Praia do Norte, mas a sua alma reside no areal da praia principal, onde as mulheres com as suas tradicionais sete saias ainda praticam a secagem artesanal do peixe seco. Esta herança piscatória estende-se até à gastronomia rica em marisco e à célebre Caldeirada à Nazarena. Toda esta envolvência marítima é vigiada pelo imponente promontório do Sítio da Nazaré, acessível pelo histórico ascensor, onde o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré evoca o culto mariano e o Forte de São Miguel Arcanjo, com o seu icónico farol, serve hoje de miradouro. Longe do mar, este território estende-se para o interior através da freguesia de Famalicão da Nazaré, onde a identidade agrícola se revela no cultivo de pomares e na tradicional apanha do junco, culminando nas festas de Nossa S.ª da Vitória e nas antigas romarias em carros de bois que traziam os camponeses ao Sítio, preservando uma doçaria rural de forno a lenha rica em broas de milho e filhós.


CALDAS DA RAINHA – “ENTRE CAVACAS E O DAS CALDAS”
A região das Caldas da Rainha é caracterizada pela sua forte identidade artística, pelo termalismo histórico e pelo seu vibrante comércio tradicional. Fundada pela Rainha D. Leonor no século XV, a cidade afirma-se hoje como a Capital da Cerâmica em Portugal e uma Cidade Criativa da UNESCO. O seu dinamismo urbano e cultural está profundamente ligado ao Hospital Termal, o mais antigo do mundo, à Mata Rainha D. Leonor, que protegia as águas termais, e ao legado artístico de Rafael Bordallo Pinheiro, cujas louças em forma de vegetais, andorinhas e figuras caricaturais, a par da irreverente tradição dos falos de barro, definem o ADN criativo local. Os dois ícones mais marcantes da cidade são o romântico Parque Dom Carlos I e na icónica Praça da Fruta, o único mercado diário a céu aberto do país, que funciona como o elo perfeito com a identidade rural e agrícola do concelho. No interior, as férteis terras do “Oeste” sustentam uma forte produção hortofrutícola, com destaque para a Pêra Rocha, mas também para uma vincada tradição vitivinícola e uma doçaria regional nascida do campo, onde as famosas Cavacas e Beijinhos das Caldas continuam a adoçar as feiras tradicionais.