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Território

ALENQUER – “A VILA PRESÉPIO”

Alenquer é uma histórica vila portuguesa conhecida como “Vila Presépio” devido à sua disposição urbana em anfiteatro pelas encostas de uma colina, onde exibem o seu imponente presépio na Época Natalícia. Com uma localização estratégica na transição entre Lisboa e a região do Oeste, o concelho destaca-se pelo seu vasto património medieval e renascentista, sendo o berço do influente humanista Damião de Góis e o local de fundação do Convento de São Francisco. Culturalmente, a identidade local é marcada por tradições seculares (como as Festas do Império do Divino Espírito Santo e o secular Leilão dos Cargos). A nível natural e económico, a região é fortemente moldada pela Serra de Montejunto, uma paisagem protegida que salvaguarda o território e cria um microclima ideal para a vitivinicultura (“Terra da Vinha e do Vinho“) que favorece o enoturismo de excelência. Em paralelo, a sua proximidade a grandes eixos rodoviários (como o nó viário do Carregado) transformou o concelho num dos polos logísticos e de distribuição mais importantes de Portugal. É também no concelho de Alenquer que a Leader Oeste possui um dos seus 3 núcleos do projeto PROVE.

Alenquer e as suas muralhas
Moinho de Sobral de Monte Agraço

SOBRAL DE MONTE AGRAÇO – “O CORAÇÃO DAS LINHAS DE TORRES”

Sobral de Monte Agraço foi um ponto crucial das Linhas de Torres Vedras em 1810, com destaque para o Forte do Alqueidão e o Centro de Interpretação das Linhas de Torres (CILT). O património arquitetónico local destaca-se pela Igreja de Santo Quintino, de estilo manuelino, e pela praça central oitocentista, a Praça Doutor Eugénio Dias. A identidade socioeconómica do concelho está profundamente ligada à sua matriz rural e a uma paisagem tipicamente saloia, onde colinas suaves e vales abrigam pequenas propriedades agrícolas. A economia local assenta na produção de vinhos de qualidade e na atividade pecuária (sendo muito afamada a criação de cabrito), mantendo viva a memória de antigas atividades tradicionais através de exemplares recuperados de moinhos de vento que coroam os pontos mais altos do concelho.

ARRUDA DOS VINHOS – “O VALE ENCANTADO”

Arruda dos Vinhos foi um ponto fulcral de resistência militar nas Linhas de Torres Vedras (1810), protegendo o desfiladeiro de acesso a Lisboa, preservando ainda hoje importantes vestígios arqueológicos (o Forte da Carvalha e o Forte do Cego – oferece vista panorâmica completa sobre o vale). O património arquitetónico local reflete a ligação histórica da vila à Coroa de Portugal e ao urbanismo setecentista. Os principais marcos civis e religiosos são a Igreja Matriz de Nª Senhora da Salvação (Séc. XVI por D. Manuel I) e o Chafariz Pombalino de 1789, a par do Centro Cultural do Morgado, um antigo solar do século XVIII. A identidade de Arruda está intrinsecamente ligada às suas encostas soalheiras, onde a forte tradição vitivinícola (impulsionada pela Adega Cooperativa) desenha a paisagem e move o enoturismo. Esta matriz rural é enriquecida por lendas populares marcantes (como a da “Bruxa d’Arruda”) e por uma gastronomia regional muito focada nos vinhos e petiscos típicos (muito impulsionados pelo Festival do Caracol).

Fonte da foto: viralagenda.com
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Muito mais há para descobrir sobre cada um destes territórios nacionais, o melhor mesmo é ir até lá ver com os seus próprios olhos e desfrutar de cada uma destas 12 maravilhas da Região OESTE.